Aqueles ruídos
Cutucavam-lhe a alma
E surtava de todo o seu equilíbrio,

Um simples voo de mosca,
Um alfinete caindo,
Era uma hecatombe.

Por detrás da vidraça,
Mirava o esvanecer daquele dia,
Procurando o silêncio da noite,

Tranquilizar-te...
Acalmar-se  de tantos pensamentos,
Ruídos da alma contida,
Isso era só uma saida,
Para um final de dia sofrido.

Silenciar-se

E de novo no amanhã,
De um sol levemente aveludado,
Vivenciar novamente,
Aqueles sons de pequenas gotas,
A gotejar-lhe na alma,
Sonoros sentimentos,
De espera contínua.

Do infinito dia que passa.

CM
2018

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